Após um longo período de silêncio escrito, retomo este espaço pra dizer a ninguém o que sinto, para tentar aliviar-me através das palavras soltas desse algo que sempre senti, porém nunca descobri o nome correto, já chamei de sozinho, de só, de solidão, mas realmente não sei.
a cada vida que passa, a cada cigarro que fumo, entendo que esse meu coração não vai suportar o desejo que nele contém, nem vai alcançar o que almeja e ainda assim não vai deixar de ser um sonhador.
Sou um vagabundo! me perdi meio aos tantos e tantos outros tempos que passaram por debaixo dos meus pés, e debaixo de tantas nuvens que passaram sobre minha cabeça.
Não sei mais o que quero, meus objetivos converteram-se em ilusões das mais canalhas e inalcançáveis, o que tenho é um pacote de ilusões do qual eu não encontro o fundo.
Sinto falta do meu antigo mundo, e a cada manhã que chega, sinto falta do ontem... É como se para mim o futuro fosse indesejável.
Tornei-me um careta, desses intolerantes que acha todo mundo ignorante demais, ou as coisas caóticas demais para serem vividas, acho que é a velhice.
Mudei de cidade, moro agora em uma que retirei do meu pacote de ilusões e prostituo a minha capacidade ao cafetão que sempre combati, sou um paradoxo ambulante, fiz de mim a vítima de meu orgulho, a efêmera massagem de ego não é mais um analgésico pra indiferença como fora outrora.
Não tenho mais amigos, e creio ter perdido a capacidade de fazer novos, os poucos que me restaram estão muito longe, e alguns dentre os quais eu mais amei, nem sei se lembram de como é o meu rosto, ou qual é o tom de minha voz.
Minha família diminui a cada hora, porque o tempo não para e de família eu só eu tenho uma mãe que tem mais que o dobro da minha idade... em algum momento eu estarei completamente só, de fato e de direito.
Eu não moro mais em mim...
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