Desobrevivência Expurgada
um homem caminha descalço, meio ao deserto... encontra um livro "how to make the life easy"... ignora caminha mais... encontra uma coca-cola... para e bebe!!! mais caminha... caminha mais... encontra um palco... sobe e morre! e todos foram felizes para sempre!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
...
Após um longo período de silêncio escrito, retomo este espaço pra dizer a ninguém o que sinto, para tentar aliviar-me através das palavras soltas desse algo que sempre senti, porém nunca descobri o nome correto, já chamei de sozinho, de só, de solidão, mas realmente não sei.
a cada vida que passa, a cada cigarro que fumo, entendo que esse meu coração não vai suportar o desejo que nele contém, nem vai alcançar o que almeja e ainda assim não vai deixar de ser um sonhador.
Sou um vagabundo! me perdi meio aos tantos e tantos outros tempos que passaram por debaixo dos meus pés, e debaixo de tantas nuvens que passaram sobre minha cabeça.
Não sei mais o que quero, meus objetivos converteram-se em ilusões das mais canalhas e inalcançáveis, o que tenho é um pacote de ilusões do qual eu não encontro o fundo.
Sinto falta do meu antigo mundo, e a cada manhã que chega, sinto falta do ontem... É como se para mim o futuro fosse indesejável.
Tornei-me um careta, desses intolerantes que acha todo mundo ignorante demais, ou as coisas caóticas demais para serem vividas, acho que é a velhice.
Mudei de cidade, moro agora em uma que retirei do meu pacote de ilusões e prostituo a minha capacidade ao cafetão que sempre combati, sou um paradoxo ambulante, fiz de mim a vítima de meu orgulho, a efêmera massagem de ego não é mais um analgésico pra indiferença como fora outrora.
Não tenho mais amigos, e creio ter perdido a capacidade de fazer novos, os poucos que me restaram estão muito longe, e alguns dentre os quais eu mais amei, nem sei se lembram de como é o meu rosto, ou qual é o tom de minha voz.
Minha família diminui a cada hora, porque o tempo não para e de família eu só eu tenho uma mãe que tem mais que o dobro da minha idade... em algum momento eu estarei completamente só, de fato e de direito.
Eu não moro mais em mim...
terça-feira, 5 de junho de 2012
Numa noite de aguçada audição, ouço todos os meus barulhos, ouço um a um no seu volume exato.
Chegam toda hora aos meus ouvidos os barulhos do que eu deixei pra depois,
faz barulho nas costas, no pescoço, faz um barulho que vem de dentro. Faz barulho na garganta.
Ouve-se até o mais sutil movimento.
e com essa barulheira toda. É impossível manter-se em silêncio.
...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
It´s a Long Way
Acordei essa manhã ouvindo uma velha canção dos Beatles!
Sobrepus essa presença à outras presenças, desmerecí o agora do amor fiel e preferí o amor confuso.
escolhí os restos de um tempo ao "está" integral daqueles que realmente estavam... agora não consigo chegar ao mais profundo do coração e dizer... só me culpo por essa dilascerante hora q não chega ao fim... a hora do fim.
e perdí o meu valor, porque o que eu sinto, não vale absolutamente nada...
São só viagens!
escrevo pra ninguem, eu canto para quem?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Fucking mind...The day and night hope's game...
Ele é branco sem pele é longo é vivo e passa...
Eu sou invisível, pequeno, malandro e permaneço!
Ele espera, eu canso, ele é maior do que eu e tem o mesmo tamanho...
Ele é Samba eu sou samba... Tudo é samba.
E ele que é dia, vem ao meu encontro, que vadia e sem medos Sou noite!
+ do mesmo
É carnaval no Brasil
É tristeza em mim
É festa em ti
É espera em mim
ME VOY!!!
E dessa forma faço que continue sendo vida em nós!
Alívio do peito pelas mãos, com fortes tendências a sinceridade
Meio tarde já meio desesperado, sentindo só esse desespero dentro do peito sem conseguir levar a garganta depois a boca e depois ao chão.
Meio confuso, sem medidas de transformar o medo em ação, a dúvida em motivação como é as vezes.
esses dias cinzentos me trazem consigo lembranças mistas, disfarçadas que me fazem sentir nada, um nada vazio sem luz, um agora violento, mudo...
tenho tentado inventar coisas pra colocar dentro do tempo. Tenho tantado sorrir fazer as pessoas rirem também, mas no fundo o que carrego no peito é uma dor sólida, fatigante como uma enfermidade sem sintomas, sem hora marcada.
E o que percebeo é um vai e vem de sensações imaturas, frenéticas e sabe Deus o que!
Só me restam os vícios dentro da cabeça e algum um e outro amigo que melhoram as horas e algum um e outro que as fazem piores. Sem querer, quem sabe!
Mas... forçosamente tenho história, dessas libertinas e clichês que todo mundo tem.
Queria ter coragem de testar minhas pernas e ir além, além disso que está a frente.
Fugir pra dentro é o que me resta, pra dentro dos bares pra dentro dos meus pais, pra evitar fugir pra dentro de mim... lugar inseguro!
Deus! essa nossa historia não convém aos nossos corpos, às nossas almas. Que cansativo é viver meio a tanta imitação, meio a tanta loucura, vanguardas derrotadas, frustações concientes e um ou outro prazer.
Com os pés sem limites, sem movimentos, amedrontados, hesito atirar essa massa palpável ao chão.
e uma última coisa que me resta: a voz, pra tentar hipnotizar a alma e amenizar esse sono , essa vaidade boba, essa vontade paralítica, esse carnaval sem fim.
Se Tudo é carnavallllllllllllllllllllllllllllllllllllll eu preciso me LIBERAR!
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